terça-feira, 1 de junho de 2010

Outro ângulo




O mundo é lindo aqui de fora. As luzes ofuscam os olhares tímidos, Que as pálpebras cansadas existem em fazer cego, Varias cores que nunca foram notadas. Entonações passadas sorrateiramente como uma leve brisa. Fragrâncias jamais descritas pelo olfato. A linha do horizonte completando o negro do mar, Parece não ter fim. Passo, repasso, vou num passo descompassado do tempo, Sigo as ondas de águas límpidas, salgadas, que o “vento desapruma, água clara que serpeja”. A cadencia que embalo é do timbre da natureza. E a iluminação fica por conta da lua, luz para o ultimo poeta Fixado na memória. A euforia de uma nova primavera carregada não só da alegria, mas também da tristeza Para que não seja injusta acompanhada da vida e da morte


Nadja Verìssimo

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