sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dois mundos em duas realidades



Busquei em teus olhos a certeza de um futuro pleno de felicidade.
Em teu corpo vi o espelho de reflexo de um amor eterno.
Me afoguei em uma longa fantasia, sem ter como destino a realidade.
Vivi e sobrevivi do teu desejo.
Sem percebe que nem eu me desejava.
As pessoas e o mundo certo, já não me eram reais.
Criei um mundo só meu, onde meu Deus não era o Deus do mundo lá fora.
Onde meus pensamentos eram transformado em ações, Me afundei cada vez mas em meu mundo,
Chegando a confundi o que era realidade e o que era sonho.
E de repente, não vejo minha imagem nos teus olhos.
O reflexo do espelho não me agrada mais.
Refugio-me no meu mais intimo, para não ter que volta ao nada.
Mas mesmo assim vejo o meu mundo, e ele me parece melhor do que o deles.
Meus sonhos parecem mais reais, do que eles chamam de realidade.
Tudo que me afasta também me aproxima cada vez mais.
Já não sinto em meu corpo, os sinais da vida.
E mergulho na minha própria incerteza.


Nadja Veríssimo

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mãe



Os olhos serenos
As palavras sinceras, rígidas, muitas vezes de consolo
O colo quente as mãos leves.
Mãe, filha, esposa, mas acima de tudo uma mulher maravilhosa
Guerreira, frágil, senhora de minha vida
Senhora de vida eterna
No peito infantil de quem Deu o dom da vida
As preocupações pelo medo, de quem, mas ama
Por vezes esquecendo que é, a mas amada.
No meu peito, em um lugar eterno esta você.
Com sua voz suave ao meu lado bem pertinho
Tudo melhora tudo passa
As descorçoes, o eu te amo
As vidas vividas, sobrevividas é amadas
A convivência que não é só convivência, mas necessidade, de amar
Você me deu a minha existência, sem você eu nada seria
Você ensino-me a viver, aprender, respeita, a crescer
Só posso dizer que te amo
Que você é tudo pra mim
Você é A razão da minha vida
Se eu luto, enfrento barreiras quase impossíveis, se caio e levanto novamente.
É para você depois dizer, que eu fiz meu melhor e que se orgulha por isso,
Que me ama do jeito que sou, assim como eu te amo.



Nadja Verissimo

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A magia de encenar





Encanto-me á cada passo dado em direção ao palco liso.
Com uma luz ofegante no centro.
Os olhares reluzentes da platéia, as vozes baixas quase sussurradas.
E de repente o silencio, as cortinas abrem-se, nesse momento nada se ouve alem do aceleramento do coração , mãos geladas , corpo quente e na cabeça o objetivo de fazer o melhor.
Como um passe de mágica tudo começa á euforia de esta em cena, é indescritível, agora ali, não é, mas você, e tudo se modifica.
Por uns estantes você pode ser tudo ou nada, mas por que não os dois ao mesmo tempo!
Naquele pequeno espaço, o inesperado pode acontecer.
E quando acaba os aplausos soão de todos os lados, á alegria é tamanha que só se pode reverencia-se como forma de agradecimento. E depois á despedida é quase impossível o desejo constantes de estala ali, nós tornamos dependente bem dizer apaixonados.



Nadja Veríssimo

terça-feira, 1 de junho de 2010

Outro ângulo




O mundo é lindo aqui de fora. As luzes ofuscam os olhares tímidos, Que as pálpebras cansadas existem em fazer cego, Varias cores que nunca foram notadas. Entonações passadas sorrateiramente como uma leve brisa. Fragrâncias jamais descritas pelo olfato. A linha do horizonte completando o negro do mar, Parece não ter fim. Passo, repasso, vou num passo descompassado do tempo, Sigo as ondas de águas límpidas, salgadas, que o “vento desapruma, água clara que serpeja”. A cadencia que embalo é do timbre da natureza. E a iluminação fica por conta da lua, luz para o ultimo poeta Fixado na memória. A euforia de uma nova primavera carregada não só da alegria, mas também da tristeza Para que não seja injusta acompanhada da vida e da morte


Nadja Verìssimo

Nós e nosso amor.




Dois corações uma só alma.
A distância não separa.
O tempo não corroí.
As dores não ferem.
Juntos são só um
Junto enfrentam o mundo.
Seu, meu, nosso verdadeiro amor
Sem barreira, mas com obstáculos
Que superamos e seguimos em frente.
Juntos mas uma vez, sempre juntos.
Eu e você só nós dois
Com nosso amor.
O amor que me toma a tau tamanho que me invade e enlouquece,
Tau amor conseqüente que me faz te quere mas e mas.
Sem restrição de tempo ou lugar
Amor que cresse e transborda
Amor com uma única fronteira, eu, você, e o mundo.

Nadja Veríssimoi

Silêncio







Hoje o chão parecia mas frio
Mas atenuo
As marcas do meu silêncio
Eram mas forte, profundas
As pegadas afundavam no solo pacato
Na imensa escuridão do passado
O sons alcançava só os que conseguiam, e ouviam
Mas quase nada se ouvia, apenas pequenos ruídos
E um silêncio medroso.
A escuridão era negra, tanto quanto. O céu quando emenda com o mar, nas caladas noites
Nada se via, não se ouvia, nem sentia
Somente a escuridão falava, palavras ocas.


Nadja Veríssimo

Sou feita de...

Tudo que nós descreve são apenas fatos.
Alem de fatos sou feita de sonhos, às vezes doce e suaves sonhos e outras traiçoeiros pesadelos.
Mas acima de tudo sou uma idéia um pensamento. Tudo que me leva a ser feliz é ser feita de amor e de ódio, mas nunca de desprezo.

Nadja Veríssimo

Me perco em seus braços


Me perco no tempo, minha cabeça só pensa em você.
O sentimento aperta o peito querendo te ver, os minutos se tornam séculos em sua espera.
Será que é inverno ou primavera?
Do tempo já perdi a noção, e os segundos são em vão.
O mundo parece girar, e eu cambaleio e caio em seus braços, fora de mim já não tenho certeza se é sonho ou realidade.
A sim realidade é esta em seus braços sentindo seus abraços, essa é a realidade nua e crua que desejo.

“Se for para ter um mundo que seja o nosso”.


Nadja Veríssimo